Shim Cheong

História corana

História Coreana

Shim Cheong era uma moça muito bonita. Vivia com seu pai que era cego e cuidava dele. Porém, para não deixá-lo sozinho, não podia trabalhar todos os dias e os dois passavam por muitas dificuldades.

Um dia, seu pai saiu sozinho de casa e acabou caindo. Ele foi socorrido por um monge que lhe disse que, se ele fizesse uma oferenda de 300 sacos de arroz a Buda, sua visão seria restaurada.

Quando voltou para casa, contou à filha sobre a conversa que havia tido com o monge e Shim decidiu que faria qualquer coisa para entregar a oferenda, e assim, seu pai voltar a enxergar.

Um dia, ela conheceu um capitão de um navio que lhe prometeu fazer oferenda se ela se casasse com ele e fossem juntos para o alto mar.

Shim não pensou duas vezes e aceitou a proposta para que assim o seu pai se curasse.

Porém, ele a enganou e não fez a oferenda ao templo.

Na primeira noite da viagem, o navio naufragou e todos morreram, exceto Shim que, por sua bondade, foi poupada pelo deus do Mar que a levou para viver em seu palácio.

Ele a adotou e deu a ela uma vida confortável em águas profundas. Shim Cheong estava feliz vivendo entre as criaturas marinhas, mesmo assim, não conseguia parar de se preocupar com seu pai.

Vendo a sua preocupação, o deus do Mar a colocou em uma flor de lótus gigante e a levou para a superfície do oceano.

Muito longe de sua casa, alguns servos do rei daquela região, que estavam navegando, encontraram a flor de lótus e a levaram para o palácio, onde a flor se abriu e Shim Cheong saiu de dentro dela.

Admirado por sua beleza, o rei a pediu em casamento. Shim Cheong aceitou, desde que ele a ajudasse a encontrar seu pai.

O rei concordou e, para isso, deu um grande banquete durante três dias, para todos os homens cegos do reino. Shim Cheong estudou o rosto de todos os que chegavam, em busca de seu pai.

No terceiro e último dia do banquete, ela sentou-se no portão do palácio o dia inteiro. Pouco antes de anoitecer, um homem idoso se aproximou. Ela correu em sua direção, chamando:

– Sou eu, pai! Shim Cheong, sua filha!

Então o milagre aconteceu. O pai de Shim Cheong abriu seus olhos e conseguiu enxergar! Shim Cheong casou-se com o rei e eles viveram felizes para sempre no palácio.

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O brâmane e o pote de farinha

História indiana do Panchatantra

História indiana do Panchatantra

Vivia em certa cidade da Índia, um brâmane chamado Svabhavakripana. Ele ganhou um boião (recipiente grande de boca larga) cheio de farinha e o colocou sobre um móvel em seu quarto. Ficou então a contemplá-lo, pensando no que faria com tanta farinha.

À noite, deitado, começou a pensar: “Tenho um boião cheio de farinha, se vender posso comprar um par de cabras, se as cabras parirem de seis em seis meses, logo terei um rebanho, se vender as cabras posso comprar vacas, se vender as vacas posso comprar búfalas, éguas e cavalos. Poderei vender alguns animais e terei muito ouro e com o ouro vou construir uma casa com quatro salas. Então um outro brâmane me deixará casar com sua filha, formosa e rica. Com ela terei um filho, que chamarei de Somazarman. Quando ele já puder se sentar sobre os meus joelhos, pegarei um livro vou ler para ele. Então Somazarman, vai querer ficar o tempo todo comigo e correrá para mim quando eu estiver cuidando dos cavalos. Eu ficarei irritado com minha mulher porque o menino poderá ser pisoteado pelos cavalos. Ela estará ocupada com as tarefas da casa e não me dará atenção. Eu ficarei mais bravo ainda. Então vou me levantar…..”

Neste momento ele se levantou da cama e esbarrou no móvel em que estava o boião, que caiu no chão, fazendo perder toda a farinha.

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O veado e suas pernas

Fábula de Esopo

Fábula de Esopo

Certa vez, um veado foi matar sua sede em uma fonte cristalina, quando viu seu reflexo nas águas. Ele ficou admirando seus galhos, tão grandes e frondosos quanto uma árvore, e pensou:

“Que ar majestoso eles dão à minha cabeça! Pena que eu tenha pernas tão feias!”

De repente, ouviu o latir de alguns cães se aproximando e, graças às suas pernas, pode correr para se esconder. Porém, na fuga, seus galhos se enroscaram nos ramos de uma árvore deixando-o preso.

“Que tolo que fui, maldisse minhas pernas que me salvaram e exaltei meus galhos que agora me prendem” – pensou ele.

Os cães se aproximaram com o caçador e o veado foi apanhado.

Conselho de vó: precisamos valorizar nossas verdadeiras qualidades.

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Heungbu e Nolbu

História coreana

Conto coreano

Era uma vez dois irmãos, o mais velho se chamava Nolbu e o mais novo, Heungbu. Após o falecimento do pai, o irmão mais velho tomou todas as propriedades e todo o dinheiro do pai, não deixando nada para o irmão mais novo.

Heungbu começou a passar por muitas dificuldades e seus filhos já estavam passando fome. Então ele resolveu visitar o irmão mais velho para pedir um pouco de arroz.

Quando chegou à casa do irmão, foi muito mal-recebido pela sua cunhada que, além de o insultar, ainda bateu nele com uma colher de pau onde alguns grãos de arroz estavam grudados.

Heungbu ficou muito magoado com a situação, mas não reclamou, pegou os grãos que caíram e os levou para seus filhos.

Enquanto voltava para casa, ouviu um piar de uma andorinha e encontrou a pequenina na beira da estrada com a perninha quebrada.

Heungbu ficou com pena da pobrezinha, a levou para casa e cuidou dela até que estivesse completamente recuperada, depois a soltou para que ela vivesse livre.

Depois de alguns dias, Heungbu estava arando a terra com sua esposa para plantarem alguns vegetais, quando a andorinha apareceu e deu a ele uma semente.

O casal ficou impressionado com a gratidão da andorinha e resolveram plantar a semente para ver o que dava.

Naquela noite, algo mágico aconteceu. Aquela semente cresceu, cresceu e cresceu e, no dia seguinte, pela manhã, tinha dado uma grande cabaça, do tamanho de uma criança.

Eles ficaram surpresos com aquilo e resolveram abrir a cabaça. Para alegria de todos, ela estava cheia de tesouros e, desde aquele dia, nunca mais passaram por dificuldades.

Nolbu ficou sabendo que o seu irmão mais novo estava rico, ficou com muita inveja e resolveu ir atrás dele para saber o que tinha feito para enriquecer.

Heungbu o recebeu muito bem, apesar de ter sido maltratado quando estava em dificuldades, mesmo assim, contou ao irmão tudo o que tinha acontecido.

Nolbu que era muito mau, não queria ficar procurando por alguma andorinha com a perna quebrada, então caçou uma que estava perfeitamente bem, quebrou sua perninha e depois a curou. Dias depois soltou a pobrezinha esperando que ela voltasse com uma semente.

Um dia ele estava descansando em sua varanda quando a andorinha voltou e deu a ele uma semente. Nolbu a plantou no mesmo instante, já esperando ficar rico como o seu irmão mais novo.

No dia seguinte ele encontrou em seu quintal uma grande cabaça e foi pegar um serrote para abri-la, porém, para a sua surpresa, dentro dela ele encontrou um espírito maligno que aterrorizou a ele e sua família até seus últimos dias de vida.

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O espírito da garrafa

História dos Irmãos Grimm

História dos Irmãos Grimm

Havia um lenhador muito pobre, era viúvo e tinha um único filho. Durante toda sua vida trabalhou de sol a sol e assim conseguiu juntar dinheiro para que seu filho entrasse na faculdade de direito.

O jovem se mudou para a cidade grande para estudar, porém o dinheiro foi suficiente somente para um ano de estudo e, depois disso, não tendo como continuar, voltou para casa de seu pai.

O velho homem ficou muito chateado por não ter mais dinheiro para que o rapaz continuasse estudando.

– Não te aborreça meu pai, um dia voltarei aos meus estudos, por enquanto vou te ajudar a cortar lenha para que possamos ter mais dinheiro em casa.

– Agradeço a ajuda meu filho, mas somente tenho um machado.

– Então peça ao vizinho que me empreste um até que eu possa comprar o meu para trabalhar.

O pai pediu o machado do vizinho emprestado e no dia seguinte, bem cedo, os dois foram juntos para a floresta.

Os dois cortaram lenha durante a manhã toda e então o pai falou:

– Vamos descansar um pouco e almoçar, à tarde continuaremos.

– Não quero descansar, vou comer e depois quero andar um pouco pela floresta para conhecer o lugar.

– Se ficar andando à toa, gastará sua energia e depois não conseguirá trabalhar.

O filho, porém, não deu ouvidos ao pai e saiu para uma volta. Depois de muito andar, viu um grande carvalho, onde o tronco poderia ser abraçado por cinco homens, ficou observando a beleza da árvore quando, de repente, ouviu uma voz:

– Me solte daqui!!! Me solte daqui!!!

Ele olhou para todos os lados, mas não viu nada, teve a impressão de que a voz saia do chão, entre as raízes do carvalho.

O rapaz começou a tirar as folhas e revolver a terra, procurando entre as raízes quando encontrou uma garrafa. Ergueu-a contra a luz e viu que algo se movia dentro dela.

– Me solte daqui!!!

Então, ele abriu a garrafa e uma fumaça fininha começou a sair de dentro dela. A fumaça foi crescendo, crescendo e um gigante horroroso apareceu à sua frente.

– Sabe o que te espera por ter me soltado?

– Não, quem é você?

– Sou um espírito prisioneiro e tenho que te torcer o pescoço! – gritou o gigante.

– Mas isso não é justo, devia ter me avisado antes sobre as consequências de te soltar, você pediu a minha ajuda e eu ajudei.

– Acha que sou bom, por que pensa que fiquei tanto tempo preso a esta garrafa? Sou mau e você terá o seu castigo.

– Devagar! Não tenha tanta pressa! Antes de mais nada, preciso saber se realmente estava dentro da garrafa, se é de verdade um espírito, se está aqui em consequência de um ato meu ou não.

– Como assim? Pois não viu tudo o que aconteceu?

– Preciso de provas! Se conseguir entrar e sair novamente da garrafa, acreditarei que o fato de você estar aqui, foi consequência de um ato meu, e então serei culpado e terei que pagar pelo que fiz.

– Isso é fácil de provar! – falou o espírito.

Então ele começou a encolher, virou fumaça novamente e foi entrando devagar na garrafa.

Assim que ele entrou completamente, bem rápido o rapaz fechou a garrafa novamente com a rolha.

O espírito começou a gritar novamente:

– Solte-me!!! Solte-me!!!

– Nem pensar, não cairei nessa pela segunda vez. Você atentou contra a minha vida, sei que fará novamente.

– Se me soltar eu te darei um presente com o qual poderá ter riquezas e saúde por toda a sua vida.

– E como vou saber se não está mentindo?

– Te prometo! Te juro! Um juramento de um espírito não pode ser quebrado, da outra vez foi diferente.

– Promete também que não me fará mal, nem atentará contra mim ou meu pai?

– Prometo!!!

O rapaz pensou e resolveu arriscar. Destapou a garrafa e o espírito saiu como da outra vez.

Então o gigante entregou ao rapaz uma pequena varinha e explicou:

– Tudo o que você tocar com este lado da varinha será transformado em ouro e tudo o que você tocar com o outro lado da varinha será curado no mesmo instante.

– Está bem, mas antes tenho que testar.

Ele se aproximou de uma árvore, lhe deu uma machadada e depois tocou com a varinha, no mesmo instante ela ficou curada.

Depois ele tocou o machado com o outro lado da varinha e ele se transformou em ouro no mesmo momento.

O espírito agradeceu a ajuda, eles se despediram e o rapaz voltou para junto de seu pai.

– O que você estava fazendo? Por que demorou tanto? – falou o pai.

– Não se preocupe que o tempo que gastei foi de grande ajuda.

Então o rapaz pegou o machado que havia transformado em ouro, bateu-o com muita força em uma árvore e o machado imediatamente ficou deformado.

O pai levou um susto e começou a brigar com o filho por ter estragado o machado do vizinho.

– Não brigue comigo, meu pai, vamos embora, estamos ricos!!!

O pai não entendeu nada, mas seguiu o filho. O rapaz vendeu o machado de ouro e, com o dinheiro, comprou um machado novinho em folha para o vizinho. Com o dinheiro que sobrou puderam viver confortavelmente por muito tempo. Depois disso, toda vez que precisavam de algo era só usar a varinha. E, para completar, nunca mais ficaram doentes.

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